De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado https://decorpointeiro.com.br Ciclos de estudos e práticas de atenção ao corpo a partir do movimento e da meditação Wed, 22 Apr 2020 12:02:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.3.6 https://decorpointeiro.com.br/wp-content/uploads/2020/08/cropped-de-corpo-inteiro-icone-site-32x32.png De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado https://decorpointeiro.com.br 32 32 Os enganos e as necessidades por trás do sofrimento https://decorpointeiro.com.br/os-enganos-e-as-necessidades-por-tras-do-sofrimento/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=os-enganos-e-as-necessidades-por-tras-do-sofrimento https://decorpointeiro.com.br/os-enganos-e-as-necessidades-por-tras-do-sofrimento/#respond Sat, 18 Apr 2020 14:25:40 +0000 http://decorpointeiro.com.br/?p=1364 O post Os enganos e as necessidades por trás do sofrimento apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>

 

Quanta irritação eu senti aquele dia. Eu só queria chegar logo na praia, mas tinha que esperar todo mundo se arrumar. “Não faz nenhum sentido tomar banho e secar o cabelo antes de ir para a praia”, pensei. Não consegui disfarçar a minha frustração quando vi nuvens chegando e o tempo fechando. Naquele dia não deu praia e eu fiquei muito irritada. 

 

A simplicidade desse exemplo carrega também um padrão emocional que gera sofrimento, consegue ver? Tem em nós uma necessidade de que as coisas aconteçam no nosso tempo, do nosso jeito e culpamos outras pessoas quando algo sai diferente do roteiro perfeito que criamos na nossa cabeça. 

 

Acontece que culpabilizar o outro não muda em nada o que sentimos aqui dentro. E sabemos disso.

 

Mas a gente não quer se sentir irritado por qualquer bobeira, a gente não quer ficar remoendo coisas ruins que ouvimos, a gente não quer se sentir tão frustrado com o outro e com a vida. Bom, eu não quero. Mais autonomia emocional sempre me pareceu um bom caminho para a liberdade e a leveza da vida.

 

Reconhecer a necessidade de controle parece ser um bom primeiro passo. E é preciso também enxergar o quanto nos enganamos, pensando que agora está tudo sob controle do jeito que gostaríamos. Se nos agarramos nessa falsa ilusão de controle, quando qualquer mudança no roteiro acontece (e é certo que a mudança virá, não negue a impermanência) é drama que vamos vivenciar. 

Mas, se é ele, o controle que aparece no exemplo que abre esse texto, uma das origens de nossos pequenos e grandes sofrimentos, é nele que está o nosso trabalho pessoal. É ele que devemos olhar e não a pessoa que, antes de sair para a praia, precisa toma banho e faz chapinha no cabelo. 

 

Você acredita que é possível transformar a forma que você lida com o que te acontece? Acredita que é possível transformar o controle, o ciúmes, a impaciência, a carência e o apego?

 

A necessidade de controle é um dos exemplos que contribuem para as nossas sofrências. Muitos dizem querer reagir diferente, mas no fundo duvidamos. Ou pior, não queremos largar o prazer de apontar a culpa no outro. E, mesmo quando acreditamos, fazemos muito pouco ou quase nada para a mudança interna, na raiz do sofrimento. Temos pouca consistência, muitos enganos, às vezes apegados na ideia do resultado perfeito ou em soluções mágicas e definitivas.

 

Talvez uma parte de nós acredite que a vida é assim mesmo. “Se fosse tudo leve, se não tivéssemos esses dramas, a vida não teria graça”. Há quem crie conflitos para sacodir o casamento, veja só.

 

E, assim, apegados ao sofrimento e na ideia de que não tem a o que fazer, a gente personifica e assume identidades: “Sou assim mesmo, melhor aceitar”. E então ficamos presos na pessoa ciumenta, agressiva, impaciente, controladora.

 

Te convido a olhar e listar os seus últimos dramas, situações que te trouxeram angústias, frustrações, que foram difíceis de lidar.

 

O que está ou estava por trás deste sofrimento? Qual era a minha necessidade aqui que não tinha sido atendida? Necessidade de afeto e carinho, de valorização, de reconhecimento, de segurança, de controle, de organização, de realização, de grandiosidade?

 

Essas necessidades podem ser uma pista do padrão emocional que normalmente agimos ou reagimos. Orgulho, raiva, medo, apego, competitividade, consumo… Existe no seu repertório de dramas, algo que se repete?

 

Se pergute também: Qual era o engano no qual eu estava agarrado(a)? Que realidade eu estava negando existir ou fingindo não ver e que agora me gera decepção, frustração, tristeza? Será que eu achei que poderia mudar o outro, que aquilo ia durar para sempre, que eu estava imune à mudanças?

 

Se você clicar aqui vai acessar o link de uma música para te ajudar a mergulhar mais fundo dentro de você mesmo. O escuro e o ambiente mais calmo também podem ajudar.

 

Para fazer esse exercício com entrega, você vai precisar querer ver as coisas como elas são, aceitar a natureza humana e se liberar da necessidade de perfeição. Você não é, ninguém é.

Que você possa ver seus enganos, entender onde está se agarrando e compreender o padrão emocional por trás dos sofrimentos.

Cris Ferrari

Cris Ferrari

Terapeuta holística e Instrutora de práticas corporais e meditativas

Desde pequena observadora. Interessada por tudo que forma o corpo e influencia a atitude. Acredito que nossa realidade é construída de dentro para fora e que na quietude do silêncio nos encontramos com a calmaria da essência da vida.

O post Os enganos e as necessidades por trás do sofrimento apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>
https://decorpointeiro.com.br/os-enganos-e-as-necessidades-por-tras-do-sofrimento/feed/ 0
Agora vai? Reflexões para começar o ano https://decorpointeiro.com.br/agora-vai/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=agora-vai https://decorpointeiro.com.br/agora-vai/#respond Fri, 03 Jan 2020 18:16:17 +0000 http://decorpointeiro.com.br/?p=1305 O post Agora vai? Reflexões para começar o ano apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>

Eu estava destruída e nem tinha acontecido nada de muito grave comigo. A gente tem uma mania de achar que nossos dramas são os dramas mais dramáticos do mundo. Até falarmos sobre eles e poder ver que todo mundo, em maior ou menor grau, já passou ou está passando por questões parecidas.

 

Um relacionamento tóxico e abusivo, a sensação de não ser boa o suficiente em nada, a descrença na própria capacidade de construir algo foda, o dinheiro que nunca sobra, a dificuldade em encontrar satisfação na vida profissional… Não são questões exclusivas, mas podem se tornar impactantes em algum momento da vida.

 

É assim. Pequenas encrencas se transformam na gota d’água. É quando algo que parece bobo se torna forte o suficiente e movimenta uma energia de ação capaz de provocar um furacão nas nossas vidas. 

 

CHEGA! Do dia para a noite começamos a dar um basta em todos os padrões lixos que estamos vivendo repetidas vezes. Você já chegou nisso?

 

Eu decidi deixar de lado as ilusões e passar a aprender a ver a realidade como ela é, sem idealização. O cansaço me levou ao desejo de encontrar autonomia emocional, tranquilidade nos meus pensamentos, leveza nas minhas relações (todas elas). 

 

Eu estava decidida a intensificar o trabalho sujo e doloroso de mergulho nas minhas sombras. 

 

Comecei uma jornada em busca de amor próprio, com a vontade de ficar em paz em minha própria companhia, sem depender de nada, nem de ninguém, de nenhum fator externo. Autorresponsabilidade.

 

Me diz, como é que se faz isso? Qual é o caminho que pode nos conectar com essa fonte de amor e aceitação por ser quem somos? Tem alguma garantia que o resultado será definitivo?

 

Existe muito mais operando em nós do que o que o nosso cabeção consegue identificar. 

 

Comecei por um retiro de conexão com o sagrado feminino com a ferida do antigo relacionamento aberta, sangrando. Meu corpo estava em colapso. Febre, dor de garganta, sinusite, nem voz eu tinha para compartilhar minha dor. Foi no silêncio que comecei meu processo. 

 

Ao longo da jornada pude curar minhas feridas de abuso e agressão, pude honrar minha linhagem feminina. Neste processo intensifiquei a meditação e voltei aos estudos no budismo. E, caramba, fiz silêncio, muito silêncio, observando minhas emoções, meu corpo, minha mente, meu ciclo menstrual. 

Muita coisa deixou de fazer sentido. Muitos assuntos deixaram de fazer parte das minhas conversas, meu corpo começou a gritar por hábitos mais saudáveis. Eu tive medo, senti o pânico, literalmente, deixei de ver o sentido na vida. Mas, cada vez que dava de cara com meu lado mais sombrio eu encarava de frente. 

 

Não é fácil no começo, nem no durante e duvido que tenha um fim. 

 

Mas é tudo muito rico, cheio de descobertas profundas. Muitas pessoas próximas podem estranhar a mudança e podemos até encontrar alguma dificuldade de deixar ir aquilo que não cabe mais. É como se eu estivesse perdendo a única identidade que eu sabia que tinha. Era aquela pessoa de antes que eu reconhecia como sendo eu e, sem essa identidade, eu não fazia ideia de quem eu era, se seria aceita ou amada nesse jeito de pensar, sentir, agir. 

 

A cada sombra que vinha para a consciência, eu via a limpeza acontecendo. E acho curioso que, na mesma proporção que me liberava da dor e do isolamento, eu via as recompensas aparecendo muito rapidamente. Viva! Experimente! Você está um pouco mais pronta!

 

Eu comecei a construir as realidades que desejava.

 

Me mudei da casa dos meus pais como num passe de mágica numa oportunidade maravilhosa; conquistei autonomia financeira a partir de trabalho firme e constante, sempre atraindo os clientes certos no momento ideal; fui à praia 3 vezes no primeiro trimestre e fiz uma viagem internacional desejada mas inesperada; deixei de sentir a necessidade do álcool para me perceber aceita ou fazendo parte de um grupo; e finalizo o ano retomando trabalhos que movem meu coração com a certeza de que eles já deram certo, já estão abundantes para todas as pessoas que cruzarem o meu caminho.

 

Termino o ano grata por todo o contexto de dor que vivi. Reconheço que, por causa da força desses incômodos, que hoje sinto o amor transbordar cada vez mais nas diferentes áreas da minha vida.

 

Não existe um AGORA VAI.

 

Ao longo da vida que segue vamos dar de cara com medos antigos (e medos novos), vamos passar por outras tantas oscilações hormonais que influenciam nossos pensamentos e comportamentos, vamos nos frustrar, nos decepcionar e, muito provavelmente, enroscar, travar, surtar, ter dias de intensa crise e tristeza.

 

É a continuidade de um processo de expansão que é constante e um trabalho delicioso para a vida. Eu prefiro agora seguir construindo meus projetos assim, lidando com a realidade imperfeita do ser humano que sou, deixando de lado a ilusão e com a clareza de que os meus dramas não são os dramas mais dramáticos do mundo. 

 

Começar o ano é só uma continuidade.
Cris Ferrari

Cris Ferrari

Terapeuta holística e Instrutora de práticas corporais e meditativas

Desde pequena observadora. Interessada por tudo que forma o corpo e influencia a atitude. Acredito que nossa realidade é construída de dentro para fora e que na quietude do silêncio nos encontramos com a calmaria da essência da vida.

O post Os enganos e as necessidades por trás do sofrimento apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>
https://decorpointeiro.com.br/os-enganos-e-as-necessidades-por-tras-do-sofrimento/feed/ 0
Menstruação: 5 dicas para lidar com a TPM https://decorpointeiro.com.br/menstruacao-5-dicas-para-lidar-com-a-tpm/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=menstruacao-5-dicas-para-lidar-com-a-tpm https://decorpointeiro.com.br/menstruacao-5-dicas-para-lidar-com-a-tpm/#respond Sun, 24 Nov 2019 13:42:45 +0000 http://decorpointeiro.com.br/?p=1120 O post Menstruação: 5 dicas para lidar com a TPM apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>

Uma montanha russa hormonal. Nosso ciclo menstrual, mesmo com tanta informação circulando, ainda é um mistério para muitas de nós. Não sabemos muito bem como funciona o ciclo menstrual e isso provoca angústia e rejeição. Aprender a lidar com a TPM talvez seja um dos grandes desafios.

Eu conduzi uma conferência na Mindália Televisão elaborando 5 dicas sobre como podemos lidar melhor com as nossas oscilações hormonais. Te convido para assistir e me contar a sua experiência especialmente com a fase pré-menstrual.

Cris Ferrari

Cris Ferrari

Terapeuta holística e Instrutora de práticas corporais e meditativas

Desde pequena observadora. Interessada por tudo que forma o corpo e influencia a atitude. Acredito que nossa realidade é construída de dentro para fora e que na quietude do silêncio nos encontramos com a calmaria da essência da vida.

Seu pré-menstrual interfere nas suas atividades de vida?

Quais sintomas seu corpo manifesta no pré-menstrual? Como eles afetam as diferentes área da sua vida? Esse teste é um convite a autoavaliação e aumenta seus percepção sobre si mesma. 

O post Os enganos e as necessidades por trás do sofrimento apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>
https://decorpointeiro.com.br/os-enganos-e-as-necessidades-por-tras-do-sofrimento/feed/ 0
Como funciona o ciclo menstrual? https://decorpointeiro.com.br/como-funciona-o-ciclo-menstrual/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=como-funciona-o-ciclo-menstrual https://decorpointeiro.com.br/como-funciona-o-ciclo-menstrual/#respond Mon, 11 Nov 2019 18:53:59 +0000 http://decorpointeiro.com.br/?p=828 O post Como funciona o ciclo menstrual? apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>

Nosso ciclo, mulher, do ponto de vista endócrino, hormonal, físico, é complexo. Não havia outro jeito das emoções se comportarem, senão igualmente de forma complexa.

Conhecer como funciona o ciclo menstrual nos ajuda a compeender como aproveitar melhor cada uma das suas fases. Sem romantização e sem vitimização, tomando consciência.

Neste post eu resumo cada uma das fases buscando uma linguagem o mais simles possível. Não se assuste com os termos, você se acostuma. E se tiver dúvidas deixe nos comentários ue falaremos sobre elas.

Para começar, podemos dividir as fases do nosso ciclo sob diferentes pontos de vista. Claro, tudo acontece interligado, mas é olhando cada parte que podemos entender melhor como nosso corpo se comporta.

1. Sob o ponto de vista dos ovários

Se considerarmos o que acontece nos nossos ovários, dividimos o ciclo em duas fases: 

Fase folicular: antes da ovulação

Fase  lútea: a partir da ovulação

O primeiro dia da menstruação é o primeiro dia do ciclo e marca o início da fase folicular, que deve se encerrar por volta do 13º ou 14º dia, quando você ovular. 

Na fase folicular, o corpo feminino libera um hormônio chamado hormônio folículo estimulante. É uma glândula, conhecida como hipófise, que produz e libera esse hormônio.

E o que ele faz? Ele estimula o folículo ovariano, ou seja, a formação de um monte de células contidas dentro o óvulo. Esse folículo cresce amadurecendo o óvulo e com isso o corpo começa a produzir um outro hormônio chamado estradiol (o estrogênio vem dele), que faz a parede que reveste o útero começar a se preparar para receber um possível embrião no caso da fertilização do óvulo.

Chega um momento que o óvulo está formado e maduro. É quando o folículo se rompe e o óvulo é liberado e direcionado às tubas uterinas com ajuda de fímbrias, que é como se fossem pequenos tentáculos. Isso vai acontecer praticamente na metade do seu ciclo marcando o início da fase lútea. 

Você pode perceber que a ovulação está chegando porque a vagina produz um muco mais viscoso, que parece uma clara de ovo. A libido também costuma mudar quando chega a ovulação e muitas mulheres sentem também uma cólica bem pontual.

Com a ovulação o corpo começa a produzir a progesterona, que é o hormônio fundamental para manutenção da parede que reveste o útero para receber o embrião. Se o óvulo foi fecundado, ele se implanta no endométrio e começa a gestação. Se não há fecundação, não há embrião e, portanto, não há bebê. E é aí que o corpo deixa de produzir a progestrerona. É como um sinal pro nosso organismo: “hey, não tem embrião. Pode deixar de sustentar essa parede do útero aí”.

E, então, acontece a queda hormonal e sem a progesterona e o estrogênio o endométrio não se sustenta. A parede do útero descama junto com sangue e começa outro ciclo com a chegada da menstruação. A fase lútea dura 14 dias.

2. Sob o ponto de vista do útero

Uma coisa é o que acontece com os ovários: folículo amadurece, libera óvulo e pronto. É a essência da vida.

Mas nesse tempo, o que acontece com o útero?

Sob o ponto de vista do ciclo uterino, o ciclo menstrual é dividido em 4 fases (respira que tá tudo bem. Ao longo do processo você começa a sacar melhor):

2.1. Fase menstrual;

2.2. Fase pré-ovulatória (proliferativa ou estrogênica);

2.3. Fase ovulatória;

2.4. Fase pré menstrual (Secretora ou progestacional).

Acompanhe com calma, e tudo bem se não entender de primeira:

2.1. Fase menstrual:

Estamos menstruando, certo? Estrogênio e progesterona estão em baixa. Significa que não houve fecundação, toda a preparação da parede do útero para receber o óvulo foi em vão e então. Com a queda da progesterona, o endométrio se descama junto com sangue. Por isso que existem alguns coágulos junto com o sangue e a cor pode variar.

2.2. Fase pré-ovulatória:

a partir do momento que menstruamos, devagarinho o corpo começa a produzir o estrogênio. Um hormônio danado que influencia demais o nosso corpo. Sua concentração aumenta conforme o folículo ovariano amadurece e atinge o pico da sua produção na ovulação.

2.3. Fase ovulatória:

temos um pico de estrogênio e junto com isso o início da produção da progesterona que vai fazer a modificação e sustentação da parede do útero pro caso de haver uma fecundação. A parede do endométrio fica bem espessa paro embrião poder “grudar” ali e começar a crescer.

2.4. Fase pré-menstrual:

se houve a fecundação a progesterona continua aumentando e se mantém alta durante toda a gravidez. Mas se não houver embrião, os níveis de progesterona começam a cair e, até que, sem a ação deste hormônio a parede do útero começa a se descamar. E, então, começa novo ciclo menstrual.

 

3. Sob o ponto de vista emocional/comportamental – nossa lunação

Mas e quando a mulherada não sabia nada sobre essa coisa de variação hormonal? Mulheres simplesmente observavam como se sentiam e respeitavam os pedidos do corpo, seguindo os sinais da sua própria natureza. Essa observação dá origem a um conhecimento que faz referência do nosso ciclo menstrual com as fases da lua.

O ciclo lunar, da natureza, tem também 28 dias, você sabia? Assim como a média de duração do nosso ciclo menstrual. E, a partir da observação dos fenômenos comportamentais, foi possível ampliar a visão para a totalidade do corpo e identificar padrões que acontecem em cada fase do ciclo.

Assim, sob o ponto de vista lunar nosso ciclo também é dividido em 4 fases:

3.1. Lua nova:

equivalente à fase menstrual. Estamos iniciando um novo ciclo. Pede reflexão e cuidado.

3.2. Lua crescente:

equivalente à pré-ovulatória. Começamos a ganhar nova energia de criatividade.

3.3. Lua cheia:

equivale à fase ovulatória. Estamos no nosso pico de energia, em expansão, querendo exteriorizar, manifestar a nossa luz.

3.4. Lua minguante:

equivalente à fase pré-menstrual. Quando o corpo se prepara para uma gestação ou para um novo ciclo. Estamos mais interiorizadas com a possibilidade de gerarmos nova vida.

Observando cada uma das fases e seus hormônios,  vamos descobrindo em primeira pessoa, como podemos fazer para aproveitar melhor as mudanças do nosso corpo.

Cris Ferrari

Cris Ferrari

Terapeuta holística e Instrutora de práticas corporais e meditativas

Desde pequena observadora. Interessada por tudo que forma o corpo e influencia a atitude. Acredito que nossa realidade é construída de dentro para fora e que na quietude do silêncio nos encontramos com a calmaria da essência da vida.

Seu pré-menstrual interfere nas suas atividades de vida?

Quais sintomas seu corpo manifesta no pré-menstrual? Como eles afetam as diferentes área da sua vida? Esse teste é um convite a autoavaliação e aumenta seus percepção sobre si mesma. 

O post Os enganos e as necessidades por trás do sofrimento apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>
https://decorpointeiro.com.br/os-enganos-e-as-necessidades-por-tras-do-sofrimento/feed/ 0
O que conecta os conhecimentos que você tem? https://decorpointeiro.com.br/conexao-de-conhecimentos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conexao-de-conhecimentos https://decorpointeiro.com.br/conexao-de-conhecimentos/#respond Sun, 10 Nov 2019 00:58:10 +0000 http://decorpointeiro.com.br/?p=730 O post O que conecta os conhecimentos que você tem? apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>

Sobre transições de carreira e fios condutores.

 

Eu me formei em fisioterapia. Na época sentia uma curiosidade imensa por entender o que tem por trás do movimento. Músculos, ossos, nervos. De que forma nos empilhamos e nos mantemos de pé? O que faz com que eu me mova, dê um passo ou um sorriso? 

 

Meu corpo é humano. Conhecer como ele funciona, nos seus mais diferentes aspectos, sempre foi parte dos meus interesses.

 

Mas não foi na fisioterapia, no modo convencional de entendê-la, que conquistei autonomia financeira e satisfação no trabalho. Foi ao lado de mulheres inquietas e em busca de sua autonomia profissional, financeira, emocional.

 

Ao conduzir uma rede de mulheres e manifestar minha liderança, aprimorar minha comunicação, desenvolver minha escrita, por um tempo eu neguei e achei que estava deixando de lado todo conhecimento aprendido ao longo de 11 anos de atuação na área da saúde com foco na parte acadêmica. Era como se uma habilidade não tivesse nada a ver com a outra e tudo aquilo que sou fosse separado, pudesse separado em caixas de conhecimento. E, não sei se você já mudou de área de atuação, mas esse tipo de pensamento e de transição sempre me gerou muita, muita, angústia. Traição.

 

Hoje, em meio à momentos de culpa, dúvidas, crenças e revoltas, eu consigo perceber: minha formação é meu coração, meu norte, minha missão. Tanto em rede com outras mulheres, quanto em sala de aula ensinando outros profissionais ou conduzindo práticas corporais, o SER é meu interesse. Pessoas, suas histórias e o desenrolar delas me interessam. A fisioterapia abriu caminho para que eu pudesse começar a explorar, mas foi deixando a fisioterapia que pude ir além e caminhar descobrindo tudo aquilo que move o ser humano. Quanto mais eu dou passos, mais percebo a amplitude do que é o corpo, do que faz com que cada um de nós se movimente em um sentido ou outro. 

 

Transcende. Está além de músculos, ossos, cartilagens.

 

Você se percebe se movimentando em direções que não são exatamente as que gostaria? Temos inconsciências que influenciam nossas atitudes: “Eu tenho medo de falar em público”, “Não consigo me controlar, sou muito agressiva com meu namorado”, “Ele me deixa pra baixo, mas não consigo sair desse relacionamento”, “Vivo procrastinando e não consigo ganhar dinheiro com meu trabalho”, “Não vou entrar em contato com essa pessoa, ele é ótimo profissional, o que vai pensar sobre minha ideia? Nem vai dar bola”.

 

Movimentos não se desenrolam somente a partir de músculos, ossos, nervos.

 

O que faz com que o corpo transpire e desista só de pensar em se colocar diante de uma platéia? O que influencia a negação de um abraço de afeto com entrega e amor, distanciando nosso ser de um relacionamento saudável? O que pode bloquear nossa capacidade de receber dinheiro pelo nosso trabalho, influenciando nossa sensação de reconhecimento?

 

O movimento inclui nossos medos e bloqueios, nossas experiências, nossa emoção, nossa história, nossa ancestralidade, nossa conexão com o todo, com a nossa alma. O movimento, não tenho dúvidas, inclui forças que nossos 5 sentidos não conseguem captar. 

 

O movimento somos nós na nossa maior esfera. Como você se move? O que te move? O que conecta tudo aquilo que você já aprendeu ao longo da sua maravilhosa jornada de vida? Qual o fio condutor?

 

Ps. Escrevo esse texto durante meu próprio trabalho de integração de tudo aquilo que aprendi e faz parte de quem eu sou. Um trabalho de autoconhecimento e espiritualidade que tem me levado a realizar movimentos diferentes do que antes eu considerava o correto. Um trabalho de abertura e ressignificação de propósito e vida. Um texto que antes eu não publicaria por saber que por trás dele tem uma caminhada de luz que antes eu diria namastê demais e sentiria vergonha em compartilhar. Meu momento é de transição, e nem sei se algum dia deixará de ser, minha base é a autonomia emocional e a autenticidade. Eu tenho medos e tenho também tranquilidades, certezas de que quanto mais eu mergulho na minha essência, mais sinto a plenitude.

 

E Namastê sim, com beijos de Gratiluz, porque tudo isso também faz parte do meu ser.

Cris Ferrari

Cris Ferrari

Terapeuta holística e Instrutora de práticas corporais e meditativas

Desde pequena observadora. Interessada por tudo que forma o corpo e influencia a atitude. Acredito que nossa realidade é construída de dentro para fora e que na quietude do silêncio nos encontramos com a calmaria da essência da vida.

O post Os enganos e as necessidades por trás do sofrimento apareceu primeiro em De Corpo Inteiro | Autoconhecimento e autocuidado.

]]>
https://decorpointeiro.com.br/os-enganos-e-as-necessidades-por-tras-do-sofrimento/feed/ 0